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domingo, 26 de junho de 2011

Mudança


Já não existe mais o silêncio
que anuncie a solidão.
Ela partiu quando pisei neste chão...
Tampouco sinto o tamanho da estrada.
Eu era uma mulher sozinha,
que se juntava ao choro das tardes de domingo,
das folhas secas que se deixam levar ao vento.
Tudo isso lembra, outro tempo...
Hoje esta terra desprende um cheiro doce
de onde meu peito leva a vida
à sombra fresca dos quintais.

sábado, 25 de junho de 2011

Despedida



Então, a tarde chegou...
As nuvens ficaram tais vultos partindo
E tão longe, do outro lado de meus sonhos
Uma voz a dizer: “Fica comigo!”

E andei por muitas lembranças...

Um rosto, um corpo, um cheiro másculo
Braços se ergueram, como se me tirassem do chão
Desatou-se o laço de meus cabelos
E, ah, meus olhos brilharam de atração!

Ficou-me a impressão de veias em fogo
De um coração em desordem
O desenho sumário de adeus
E um resto de palavras não ditas...

Por fim, escureceu...
E eu levantei do banco da praça
Sem olhar para trás –
Porque a voz dentro de mim chorava...


segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Segredo


Um dia eu sairei
deste meu segredo –
levantarei seu capuz
abanarei suas cinzas
e o aroma quente de minha voz
numa calma imensa falará
de dentro de meu corpo:
_Eu te amo!

sábado, 8 de janeiro de 2011

Descoberta


Vezes me dou conta que estou
com as palavras das flores
olhando o mundo de azul.

E se falam que meus olhos são negros
completo que poesia é de toda cor.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

O infinito do mar

O mar estava pincelado de azul
Pousavam nuvens brancas no céu
As águas passeavam-me nos olhos
E caíam no infinito...

Aos domingos, crianças ficavam
Deslumbrada com aquele esplendor!

Tu seguravas minha mão e num sorriso
Falavas-me de amor...


sábado, 25 de dezembro de 2010

Os gatos da rua miam
Em cima dos telhados
Quanto tempo um homem
Permanece no cio?...
Ora, sempre depois de uma flor
Pode vir outra flor...
Sempre depois de um orgasmo
Outro orgasmo... outro...